A Vila vive, mesmo longe de mim
A saudade bateu forte
Da minha Vila do quartel
Onde cresci, com ruas de terra
Lindas histórias do meu chão
E da minha querida Rua Brejão .
O cheirinho de café no ar
O som das risadas a ecoar
Saudade da minha Vila, o meu lugar
Que o tempo insiste em me abraçar.
No balanço do vento vou lembrar
O sol se escondia atrás das colinas
As crianças corriam, pés no barro
A saudade que nunca vai passar.
A janela rangia com o luar
E a vida tão simples sabia aproveitar
Saudade da minha Vila, o meu lugar
Onde o tempo insiste em me abraçar.
No balanço do vento vou lembrar
É uma saudade que nunca vai passar
Cada pedrinha, cada rua lá tem voz
Guardam memórias só pra nós
A Vila vive, mesmo longe de mim
No meu peito sempre.
Um pedacinho sem fim.